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janeiro 18, 2006
SABEDORIA POPULAR VIA E-MAIL
com expurgos, arredondamentos e acrescentos «nossos»
Em Janeiro sobe ao outeiro:
se vires verdejar, põe-te a cantar:
se vires cavacar, põe-te a chorar.
Cavaco a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro.
Quem anda à chuva molha-se;
quem vota Cavaco, mija-se.
Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão;
parvo que vota em cavaco, tem dez anos de aflição.
Há mar e mar, há ir e voltar;
vota Cavaco se te queres afogar.
Amigo disfarçado, inimigo dobrado;
Cavaco empossado, povinho lixado.
A ocasião faz o ladrão
e de Cavaco um aldrabão.
Antes só que mal acompanhado
ou de Cavaco ao lado.
Olhos que não veem, coração que não sente;
mas eleger um cavaco é que não se faz à gente!
Com cavacos e bolos se enganam os tolos.
Não há regra sem excepção,
nem cavaco sem confusão.
Cavaco que não ladra... morde!
A cavacos e criados, põe Belmiro a mão por baixo
A cavaco dado... foge-lhe aos dentes!
Cavaco a cavaco enche a direita o papo.
Enfim, resumindo e concluindo com os meus compadres algarvios:
« De Boliqueime, nem bom vento nem porra nenhuma, mó! »
[Com a colaboração de NA]
Publicado por samartaime às janeiro 18, 2006 08:23 PM