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janeiro 31, 2007
Pela Mulher!
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Artigo 140.º do Código Penal Português.
3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiros, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Quer mudar esta lei?
Vote sim !
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janeiro 29, 2007
Da Lei que os homens nos deram
Código Penal
CAPÍTULO II
Dos crimes contra a vida intra-uterina
Artigo 140º
Aborto
1 - Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
2 - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão até 3 anos.
3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Artigo 141º
Aborto agravado
1 - Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.
2 - A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos nºs 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.
Artigo 142º
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
2 - A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
3 - O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.
4 - Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.
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Artigo 140.º do Código Penal Português.
3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiros, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Quer mudar esta lei?
Vote sim !
Publicado por samartaime às 07:03 PM | Comentários (0)
Ás vezes, vale a pena o You Tube....
... para ver o impossivel : Barbara, ao vivo !
Mas oiçam a versão original da Barbara de L'aigle noir, aqui na pianola:
E agora...oiçam aqui...
Outra?... então vá lá uma mais leve: La Dame Brune, desta vez com Moustaki.
e por que não BORIS VIAN ?
.... ou Georges Brassens ?
Mouloudji... quem se lembra?
.... avec le temps
Publicado por samartaime às 12:16 PM | Comentários (0)
janeiro 24, 2007
O problema.... não são elas!
Segue-se o extraordinário caso da Branca de Neve do João César Monteiro:
O problema é que eu não gosto mesmo do you tube
E não tenham dúvidas de que gosto imenso destas mulheres.
Mas há coisas que prefiro ouvir, só ouvir. E que não compartilho, desculpem lá.
Publicado por samartaime às 03:36 AM | Comentários (0)
janeiro 23, 2007

Foto de MSG, 2007. (chunguila!)
Publicado por samartaime às 03:03 AM | Comentários (0)
janeiro 22, 2007
FIAMA, para sempre
Quando eu vir vaguear por dentro da casa
o abeto que cresceu no bosque, hei-de
ajoelhar no soalho. Todas as coisas
comunicam entre si a totalidade das suas formas.
A mão que vai surgir do abeto apontará para mim.
Tenho de despir as tiras de brocado que envolvem as veias,
as cadeias de ouro dos rins. Deixar
que as unhas longas da árvore passem
entre mim e o imo dos quartos interiores da casa.
Se essa figura imponente, a árvore, me reconhecer,
vou interromper o que escrevo, esperar ansiosa
atracção que a insónia desse vulto
há - de exercer sobre mim. Rodo
até à tontura da morte.
Torturo-me
até à alegria. Encontro na casa
o tema da despossuição e a agonia.
A pobreza antiga com que o corpo cai
para uma vala. Preso apenas às pérolas
que tinem nas orelhas. Dante deixou-nos resvalar,
com os cânones clássicos, como se o poema
fosse uma escada. É-o, quando as figuras austeras
da Natureza perseguem os mortais. Querem confirmar
a sua configuração. Querem ser
reais, quando se aproximam.
Vai para diante da minha face, ao fundo.
Vem dos recantos, onde já não é a silhueta volúvel
enovelada pelo vento, à janela. Com lentidão
arrasta a forma táctil até à passagem do poema.
Sou eu que me vergo ao domínio.
Que me poise a marca incandescente na testa.
Tocará na meninge como num cofre.
Aceito coroas para depor sobre mim.
Deixo os pés do abeto empurrar
com a biqueira violetas. A fragrância
delas leva-me a imaginar poemas
em branco. Depois de percorrer um longo encadeamento
de sílabas sou outra. Vejo assomar a natureza nua.
Foz do Tejo, um país
O rio não dialoga senão pela alma
de quem o olha e embebeu a sua alma
de olhares ribeirinhos no passado
ou à flor do pensamento no futuro.
É um país que fala dentro da fronte,
olhando as naus, navios, barcos pesqueiros
e o trilho das famintas aves pintoras
de riscos negros, que perseguem o odor
das redes cheias, as outrossim poéticas
familiares gaivotas. É uma costa inteira
de imagens de gaivotas dentro dos olhos.
São bocas a pensar razões da vida,
gargantas já caladas pela nascença e morte,
quando entre si se vêem ou juntas olham
o mar dos seus próprios dias. São cabeças
velhas de labutar, entre dentes cerrados,
as palavras mudas de um ofício no mar,
antigas de silêncio, como se no esófago
guardassem há muito a sabedoria de ir
enfrentar o mar, transpor o mar, estar.
Tal como um rio o mar só quer falar
pela dor e alegria de alma com que o chama,
há séculos na orla, um povo mudo,
com as palavras presas, guturais sem fôlego,
dentro de si, tão firmes no palato, articuladas
na língua interior. E o mar é quieto ou bravo,
e a alma tensa de uma paixão secreta,
escondida atrás da boca, e sempre aberta,
tal como as pálpebras diante desta água.
Só a alma sabe falar com o mar,
depois de chamar a si o Rio, no imo
de cada um, recordações, de todos
os que cumprem na linha da costa o seu destino.
O de crianças, berços nascidos à beira-mar,
aleitadas por água marinha bebida por rebanhos,
alimentadas por frutos regados pela bruma.
Mesmo quando petroleiros, se olharmos o mar,
passam sem som na glote, para nós mesmos dizemos
que o tempo já findou das caravelas outrora
e dentro do nosso sangue passa o tempo de agora.
Também as vacinas, fenícias áfonas no poema
que as canta, sabem as formas, pelo olhar,
de serem mulheres com peixes à cabeça.
E os pregões que eu calo, revendo-as, eram outra
língua do mar, os nomes com que nos chamam
para o seu modo de levar entre as casas o mar.
Mas as dores não as ecoa o mar, nem mesmo
as de poetas, só as pancadas das palavras
no encéfalo parecem ser voz do mar.
É uma nação única de memórias do mar,
que não responde senão em nós. Glórias, misérias,
que guardámos por detrás do olhar lírico
e da língua, a silabar dentro da boca.
Nunca chamámos o mar nem ele nos chama
mas está-nos no palato como estigma.
Sistema solar
Cada voz tem o seu contraponto
num ruído natural. Cada silêncio,
no silente espaço que rodeia, por vezes,
cada coisa. À beira do berço as bocas
percutem sobre a criança. Depois, no sono,
abrem-se como qualquer flor. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
*
À beira do berço as bocas
percutem sobre a criança. Depois no sono
adensam-se como qualquer árvore. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
Cada silêncio corporiza-se no espaço.
As coisas têm eixos e rodam
com ruídos diferentes do seu nome.
E o Sol tramonta entre vestígios,
além dos montes e vales e o mar.
*
E o Sol tramonta sobre as nossas casas
e os montes e vales e o nosso mar.
Quando um verso marca o lugar das coisas
elas aí ficam para sempre. O Sol
que perpassa em cumes e em cristas
nasce nas arestas serranas do nascente
e vai até ao mar em sete versos.
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
(15 :AGO:1938 - 19: JAN:2007)
Publicado por samartaime às 12:52 AM | Comentários (0)
janeiro 20, 2007
RUTH BERNHARD
(1905 - 2006)

Ruth Bernhard (foto de Larry Colwell )
Ruth Bernhard was born in Berlin in 1905. In 1927, after two years at the Berlin Academy of Art, Ruth moved to New York where she began to seriously pursue a career in photography. Eight years later she met Edward Weston in California and was deeply moved by his work. He revealed to her the profound creative potential of photography and its artistic implications. Desiring to work with him, she moved to the West Coast shortly thereafter.
In 1953, she moved to San Francisco and became a colleague of Ansel Adams, Imogen Cunningham, Minor White and Wynn Bullock. She has lectured and conducted master classes throughout the United States through her 95th birthday.
Ruth Bernhard’s work can be found in most major museum collections throughout the world, including the George Eastman House, Museum of Modern Art in New York, The Metropolitan Museum of Art and the Bibliotheque

«Straws», 1930

«Early Nude», 1934

«Embryo», 1934

«One World», 1936

«Creation», 1936

«West Silk», 1938

«Angel Wing», 1943

«Triangles», 1948

«Laguna Gate», 1950

«Birdskull», 1950

«At The Pool», 1951

«Classic Torso With Hands», 1952

«Pigeons of 'Frisco», 1956

«In The Box», 1962

«Folding», 1962

»Golden Light», 1962

«Lumin Body», 1962

«Two Forms», 1963

«Prespective II », 1967

«Cross Over», 1969

«Death Valley», 1969

«Symbiosis», 1971

«Veiled black», 1974
Ruth Bernhard
Ruth Bernhard
Ruth Bernhard - foto de Paul Waldman, 1991
Ruth Bernhard - foto de Mona Kuhn, 2000

Ruth Bernhard - foto de Rene Carufel
Biografia e enquadramento do obra de Ruth Bernhard, aqui
Mais informação complementar
Sobre algumas exposições
Obrigada My precious thing, por me teres lembrado dela! .
Publicado por samartaime às 10:46 PM | Comentários (0)
janeiro 18, 2007
A casa do mundo
Aquilo que às vezes parece
um sinal no rosto
é a casa do mundo
é um armário poderoso
com tecidos sanguíneos guardados
e a sua tribo de portas sensíveis.
Cheira a teias eróticas. Arca delirante
arca sobre o cheiro a mar de amar.
Mar fresco. Muros romanos. Toda a música.
O corredor lembra uma corda suspensa entre
os Pirinéus, as janelas entre faces gregas.
Janelas que cheiram ao ar de fora
à núpcia do ar com a casa ardente.
Luzindo cheguei à porta.
interrompo os objetos de família, atiro-lhes
a porta
Acendo os interruptores, acendo a interrupção,
as novas paisagens têm cabeça, a luz
é uma pintura clara, mais claramente me lembro:
uma porta, um armário, aquela casa.
Um espelho verde de face oval
é que parece uma lata de conservas dilatada
com um tubarão a revirar-se no estômago
no fígado, nos rins, nos tecidos sangúíneos.
É a casa do mundo:
desaparece em seguida:
( Luiza Neto Jorge )
Publicado por samartaime às 07:44 PM | Comentários (0)
Pela Mulher, sempre!
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Artigo 140.º do Código Penal Português.
A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiros, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Quer mudar esta lei?
Vote sim !
asinus asinum fricat...
Os movimentos que lutam contra a despenalização na lei da interrupção voluntária da gravidez dizem que se o «sim» ganhar o referendo, «o aborto vai aumentar»!
Claro que vai aumentar!
Como actualmente é crime, todos o escondem.
Por isso não se sabe ao certo quantos são: não pode haver registo do que se esconde!
No dia em que a despenalização for levantada, passam a ser normalmente registados. Portanto, nesse dia os registos começam a existir. E o número de abortos, obviamente, também cresce! Pudera!... Se «dantes não existiam», depois de existirem só podem crescer!
Fernando Santos, treinador do Benfica
As mulheres benfiquistas têm de fazer alguma coisa pelo treinador do seu clube!
Imaginem que o engenheiro é pela vida, contra o aborto. Mas, evidentemente,acha mal essa coisa das mulheres serem presas por isso!
Acontecem coisas terríveis às pessoas, coitadas!
Como irá o engenheiro desembrulhar-se desta engenharia?
Possivelmente numa destas manhãs o engenheiro olha o relvado, a inteligência apanha um pouco de ar e sol e diz-lhe ao ouvido que ninguém lhe vai perguntar se ele quer ou não quer abortar!
O que interessa saber é se ele acha que
NÃO – a lei deve continuar a mandar as mulheres para a cadeia
OU
SIM – a lei deve mudar e despenalizar a mulher!
Ouvido na TV
Maria José Morgado:
Com o aborto, há clínicas a enriquecerem rapidamente, como slot machines...
Publicado por samartaime às 08:19 AM | Comentários (0)
janeiro 14, 2007
Pela Mulher !
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Artigo 140.º do Código Penal Português.
A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiros, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Quer mudar esta lei?
Vote sim !
Comentários:
Não posso votar. Mas, cá, no abracadabra, posso: SIM!
Publicado por: Bia às janeiro 14, 2007 07:11 PM
... eu vou votar com convicção porque sou um cidadão de convicções e a minha convicção é que os portugueses devem ter a convicção de que a lei precisa de ser mudada. Por isso, convictamente, voto SIM!
Publicado por: legivel às janeiro 14, 2007 10:10 PM
Sim.
Publicado por: hfm às janeiro 15, 2007 09:25 AM
Ah, vamos a votos, é?!... :)
Publicado por: sotavento às janeiro 15, 2007 12:39 PM
por mim já teria acabado com a miseravel lei
e é claro que eu voto S I M
sem equivocos nem pesos de consciencia
Publicado por: holeart às janeiro 15, 2007 06:57 PM
Seguramente, sim!
Publicado por: Bandida às janeiro 16, 2007 01:38 AM
Que venha de lá esse SIM!! :)
Publicado por: Boo às janeiro 16, 2007 09:52 PM
Dia 11 de fev lá estarei para votar SIM!
Publicado por: indigo des urtigues às janeiro 17, 2007 01:29 PM
Sim!
Publicado por: Antonia às janeiro 17, 2007 01:46 PM
quantas vezes mais SIM?
sim sim sim sim sim sim sim sim.
Publicado por: arasaroceu às janeiro 18, 2007 06:07 PM
pela minha parte, farei o que tenho a fazer e irei votar SIM!
Publicado por: segurademim às janeiro 19, 2007 09:54 AM
Publicado por samartaime às 12:50 PM | Comentários (0)
janeiro 10, 2007
Na Ria, ria, os barcos pastam entre flores
A posse sobre os viveiros de ameijoa é indicada por pequenos... falos? rsrs
Quase o mesmo paraos bancos de ostras
O sal amontoa-se à porta de casa
A areia «da serra» nasce, vive e é arrancada «ao salitre»
Quando acaba uma exploração piscícola rebenta-se o muro e peixes e água «correm» para a Ria ...
Mas ainda há estaleiros...
(fotos «samartaime»)
Publicado por samartaime às 09:50 PM | Comentários (0)