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abril 30, 2007
Katharina van Hemessen

Title/s
Portrait of a woman
Maker/s
Hemessen, Katharina van (painter) [ULAN info: Flanders painter, 1528-aft.1587]
Category
painting
Name
painting
School/Style
Flemish
Technique Description
oil on panel
Dimensions
height: 33 cm
width: 25 cm
Publicado por samartaime às 09:05 PM | Comentários (0)
abril 28, 2007
Três modos de ver

Foto BOO, Abril 2007

Foto MSG, 2006
Foto «Samartaime», Bemparece, 2005
Publicado por samartaime às 11:49 AM | Comentários (0)
abril 26, 2007
Obrigada, Maguy!

Foto MSG, 2006 [ Nana Caymmi ]
Publicado por samartaime às 10:55 PM | Comentários (0)
abril 25, 2007
25 de Abril!
Zeca Afonso, «Grandola Vila Morena»
Zeca Afonso, «A Morte Saíu à Rua» [Para cantar e contar a morte do Pintor
José Dias Coelho, assassinado a tiro pela PIDE na antiga Rua da Creche,
em Alcântara, hoje Rua José Dias Coelho]
Adriano Correia de Oliveira, «Pró que der e vier»
Zeca Afonso, «Venham mais cinco»
Zeca Afonso, «O que faz falta é avisar a malta»
Publicado por samartaime às 02:06 AM | Comentários (0)
abril 23, 2007
hum...alguma coisa mexe por aí!...

Publicado por samartaime às 02:24 AM | Comentários (0)
abril 19, 2007
Fotos «samartaime», Alentejo, 2007
Publicado por samartaime às 12:16 AM | Comentários (0)
abril 18, 2007
Fotos «samartaime», Alentejo, 2007.
Publicado por samartaime às 01:28 AM | Comentários (0)
abril 16, 2007
Foto «samartaime», Alentejo, 2007
Publicado por samartaime às 03:14 PM | Comentários (0)
abril 09, 2007
Poetas de Moçambique
Simeão Cachamba
Xirico
domesticadas asas estrebucham
o ancestral sonho sitiado que
a exiguidade geométrica da gaiola calca
enquanto ouvimos rádio na sala de estar
dura um instante infinitesimal a pausa do locutor
e nesse vazio
breve
oportuno
subversivo o pássaro entoa as cores do arco-íris
os sons fluem em cascata através dos arames
e estacam na sala
- vá tu saber se o bicho está triste ou alegre
Xikalamidade
Se um dia me viste a vagar as ruas da cidade
(qual molweni atribulado na sua vagabundagem)
o corpo constelado de remendos, quase seminu
todavia por todos poros respirando dignidade
hás-de me ver hoje envolto em nova embalagem
caso cruze denovamente a mesma esquina com tu
Não me pergunte o raio por que deixava eu esta
indumentária envelhecer lá bem no fundo do baú
Um pouco de bom-senso e apenas dois dedos de testa
e saberás que ninguém grama de andar com o corpo nu
Se antes de minhas foram alguém que eu desconheço
estas < jeans > coçadas que ao meu corpo se ajustam bem
como se feitas por encomenda, com as medidas que eu meço
é porque em estado natural sempre iguais são os homens
Mutxhini Ngwenya
Double Trouble
Quiz vestir esta lua,
Meu fato mais bonito,
Engomado e arejado,
Flor vermelha na lapela,
Guitarra acesa na mão,
Minha arma de trova.
Quiz brindar as estrelas,
Fazer oferendas á lua,
Dançar uma valsa,
Beber teus pomos,
Enxugar minha jornada,
Arrasar a praça,
Teu abraço me vestindo.
Quiz minha parra de barro,
Quebrá-la e branquear minha alma,
Lavá-la na enxurrada de beijos,
Saltar, e, atirar para ontem,
Rosas ressequidas de espera,
Lançar sementes estrelas.
Quiz tantas, tantas vezes
Fazer poema fresco,
Dizer às gaivotas e ao vento
Que em suas asas levassem,
Notícias flores ao mundo,
Mas,
Minha alma parra,
Nção sabe ainda
A cor de tua alegria...
Carlos Zimba
Sorrisos mutilados
No meu país
a (in)competência doentia
mutila-nos o sorriso
e nós teimosamente
arranjamos muletas e sorrimos
deitados à sombra da esperança
esculpida pela nossa paciência
Coragem, gente
pois galopa celere o instante
em que sorriremos sem muletas!
António Tomé
Nunca é tarde
Quando no cais só fica ancorada
A indiferença e já não resta nada
Senão as ilusões a que te agarras.
Ouve a voz inefável das guitarras
Tingindo de paixão a madrugada
No fim duma viagem povoada
Do canto indecifrável das cigarras.
Saberás então que há sempre um começo
No profano rio em que a vida arde,
E é nessa maré viva que estremeço.
Mas, ainda que saibas que nunca é tarde,
Não tardes, que sem ti eu anoiteço,
E não peças jamais ao rio que aguarde.
Hélder Muteia
Aí, o mar
As palavras que desenhei na areia
O mar as levou em lembrança
Os meus segredos de criança
O mar os contou à sereia.
As conchas do mar também ficaram
Com os meus segredos do anoitecer
Tudo o que os meus avós me sussurraram
Ainda estava por tecer.
Os estilhaços da minha infância
Ficaram emulsionados na forca da água
Os versos feitos em minhas mágoas
Também ficaram em turbulência.
O mar levou o meu amor
A filha do gra-marinheiro
Pois ela partiu primeiro
Sem escutar o meu clamor.
Malangatana Valente Ngwenya
Pensar alto
Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar
fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra
mas sim, ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer
mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos cajueiros em flor
enquanto as oleiras da aldeia, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo.
Publicado por samartaime às 11:33 PM | Comentários (0)

Publicado por samartaime às 12:48 AM | Comentários (0)
abril 05, 2007

Foto MSG, 2006
Publicado por samartaime às 09:24 PM | Comentários (0)