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dezembro 15, 2007
Com o alto patrocínio presidencial e sob auspiciosa proposta da investigação científica, foi enviada à posta restante do simplex mais uma norma comunitária para a modernização portuga:
Querida ASAE, cá te esperamos!...
Publicado por samartaime às 06:35 PM | Comentários (0)
dezembro 13, 2007
Foz do Tejo, um país
O rio não dialoga senão pela alma
de quem o olha e embebeu a sua alma
de olhares ribeirinhos no passado
ou à flor do pensamento no futuro.
É um país que fala dentro da fronte,
olhando as naus, navios, barcos pesqueiros
e o trilho das famintas aves pintoras
de riscos negros, que perseguem o odor
das redes cheias, as outrossim poéticas
familiares gaivotas. É uma costa inteira
de imagens de gaivotas dentro dos olhos.
São bocas a pensar razões da vida,
gargantas já caladas pela nascença e morte,
quando entre si se vêem ou juntas olham
o mar dos seus próprios dias. São cabeças
velhas de labutar, entre dentes cerrados,
as palavras mudas de um ofício no mar,
antigas de silêncio, como se no esófago
guardassem há muito a sabedoria de ir
enfrentar o mar, transpor o mar, estar.
Tal como um rio o mar só quer falar
pela dor e alegria de alma com que o chama,
há séculos na orla, um povo mudo,
com as palavras presas, guturais sem fôlego,
dentro de si, tão firmes no palato, articuladas
na língua interior. E o mar é quieto ou bravo,
e a alma tensa de uma paixão secreta,
escondida atrás da boca, e sempre aberta,
tal como as pálpebras diante desta água.
Só a alma sabe falar com o mar,
depois de chamar a si o Rio, no imo
de cada um, recordações, de todos
os que cumprem na linha da costa o seu destino.
O de crianças, berços nascidos à beira-mar,
aleitadas por água marinha bebida por rebanhos,
alimentadas por frutos regados pela bruma.
Mesmo quando petroleiros, se olharmos o mar,
passam sem som na glote, para nós mesmos dizemos
que o tempo já findou das caravelas outrora
e dentro do nosso sangue passa o tempo de agora.
Também as vacinas, fenícias áfonas no poema
que as canta, sabem as formas, pelo olhar,
de serem mulheres com peixes à cabeça.
E os pregões que eu calo, revendo-as, eram outra
língua do mar, os nomes com que nos chamam
para o seu modo de levar entre as casas o mar.
Mas as dores não as ecoa o mar, nem mesmo
as de poetas, só as pancadas das palavras
no encéfalo parecem ser voz do mar.
É uma nação única de memórias do mar,
que não responde senão em nós. Glórias, misérias,
que guardámos por detrás do olhar lírico
e da língua, a silabar dentro da boca.
Nunca chamámos o mar nem ele nos chama
mas está-nos no palato como estigma.
Fiama Hassa Pais Brandão
Dezembro de 1997
Publicado por samartaime às 10:40 PM | Comentários (0)
dezembro 06, 2007
PORTO ROMÂNTICO
![CAPA_NUM1157[1].jpg](http://abracadabra.weblog.com.pt/arquivo/CAPA_NUM1157%5B1%5D.jpg)
Arthur Napoleão (1843-1925), Romance Op.71, 1
Oscar da Silva(1870-1958), Mazurka Op.9, 3
Hernani Torres(1881-1939), Mazurka, Op.13, 1
Hernâni Torres, Minuetto,Op.13,2
Domingos Ciríaco Cardoso(1846-1900), «À la plus belle» Polka para piano, Op.4
(Todas as fotos de «samartaime», 2007.)
![INLAY_CARD[1].jpg](http://abracadabra.weblog.com.pt/arquivo/INLAY_CARD%5B1%5D.jpg)
À venda na FNAC
Publicado por samartaime às 06:21 PM | Comentários (0)
dezembro 04, 2007
As pedras do rio
Fotos «samartaime», Douro 2007
Publicado por samartaime às 08:04 PM | Comentários (0)
dezembro 02, 2007
... Deliciem-se... que nem sempre se encontram momentos destes!
Uma das maravilhas do Mezzo de que há registo (som) no youtube!
A soprano Simone Kermes e a contralto Marijana Mijanovic cantam o dueto Io t'abbraccio entre Rodelinda e Bertarido , da Opera «Rodelinda» de G.F Handel.
Que o domingo vos seja meigo!
Publicado por samartaime às 01:31 AM | Comentários (0)