« dezembro 2007 | Entrada | fevereiro 2008 »
janeiro 30, 2008
Portugal ainda vai... velejando!
Uma Biblioteca Feliz , a Municipal de Viana do Castelo!
... clique na foto e veja este livro de Siza Vieira segundo Paulo Pimenta :
Publicado por samartaime às 10:13 PM | Comentários (0)
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade

Publicado por samartaime às 06:31 PM | Comentários (0)
janeiro 29, 2008
Misha Gordin





Publicado por samartaime às 10:32 AM | Comentários (0)
janeiro 25, 2008
KUSTURICA, o fabuloso

Emir Kusturica - Le Temps des Gitans - punk opera
Kusturica - Time of the Gypsies (do filme)
Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra - Unza Unza Time
Emir Kusturica & No Smoking Orchestra - Bubamara

Publicado por samartaime às 06:49 PM | Comentários (0)
janeiro 23, 2008
HANDEL

Quatro duetos de amor, de Handel
interpretados pela «Europa Galante»

de Fábio Biondi.

Cantam :
Sandrine Piau - soprano
Gloria Banditelli - contralto
Ma come amar? (Muzio Scevola)
Per le porte del tormento (Imeneo)
Se il cor ti perde ( Tolomeo)
Il fuggir, cara mia vita (Armínio)
Informação complementar disponível na net:
Handel - Haendel - Hendel
Fabio Biondi
Europa Galante
Sandrine Piau
Gloria Banditelli
Que o fim de semana vos seja... galante! rsrsrs
Publicado por samartaime às 11:32 PM | Comentários (1)
Tribunal Europeu condena França por negar adopção a lésbica
Diário de Noticias, 23 de Janeiro de 2008
FERNANDA CÂNCIO
Com base no artigo 14º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos - que proíbe a discriminação -, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado francês por ter recusado a possibilidade de adoptar a uma mulher que vivia em união de facto lésbica e obriga-o a pagar uma indemnização de 10 mil euros por danos morais. É uma decisão sem precedentes - nenhum dos 47 Estados fora até agora condenado por discriminação em função da orientação sexual num caso de adopção - e teve a assinatura de um juiz português, Ireneu Cabral Barreto. Este votou a favor da condenação ao lado dos seus colegas da Grécia, Suécia, Holanda, Reino Unido, Dinamarca, Bélgica, Áustria, Noruega e Sérvia. Contra votaram os juízes francês, esloveno, cipriota, turco, geórgio, lituano e de San Marino.
O tribunal considerou que a pretensão de adoptar que a queixosa, uma professora francesa de 45 anos, manifestou em 1998 nos serviços competentes do seu país, assumindo o facto de viver desde 1990 em união de facto com outra mulher (uma psicóloga), fora tratada de forma "diferente", e que essa diferença de tratamento se baseou exclusivamente em considerações sobre a sua orientação sexual, o que constitui uma discriminação à luz da Convenção. As alegações dos serviços de adopção, depois assumidas pelos tribunais franceses e até pelo Conselho de Estado em 2002, de que a professora deveria ser excluída como candidata por "inexistência de referentes de identificação devido à ausência de uma imagem paternal de referência" e pela "natureza ambígua do compromisso da mulher com quem vivia em relação ao plano e adopção", foram consideradas como não sendo fundamento aceitável para a rejeição. Tanto mais que, como frisa o tribunal, a lei francesa admite a adopção por uma pessoa singular e portanto não faz sentido questionar a ausência de uma figura masculina, se se trata de uma candidata, ou vice-versa.
"Seja como for, teriam de ser apresentadas razões muito convincentes e ponderosas para justificar tal diferença de tratamento", diz o tribunal, concluindo: "e essas razões não existem no caso presente porque a lei francesa admite a adopção por pessoas singulares, admitindo, portanto, a adopção por uma/um homossexual."
Esta decisão do Tribunal Europeu não tem, como frisa António Marinho Pinto, o bastonário da Ordem dos Advogados, consequências práticas imediatas. "O único efeito é moral. E cria jurisprudência que pode levar a efeitos legislativos." Certo é que em Portugal, como em França, não é admitida a adopção por casais de pessoas do mesmo sexo (permitida na Holanda, Espanha, Bélgica, Suécia, Reino Unido, Andorra, Islândia e outros países não europeus) mas permite-se a adopção singular.
Questionada sobre quais são as orientações dos serviços em casos semelhantes ao julgado, a secretária de Estado da tutela, Idália Moniz, não é taxativa. Frisando que a uma pessoa singular que deseja adoptar ninguém perguntará a orientação sexual ("isso não faz sentido nenhum", comenta), a governante considera, no entanto, que no caso de uma mulher que vive com outra, mesmo que só uma delas se candidate à adopção, se trata de "uma situação de união de facto". Implícito nesta asserção está o facto de a lei das uniões de facto, de 2001, excluir a adopção para os casais do mesmo sexo. O que deverá levar a crer que os serviços da Segurança Social portuguesa tenderiam a fazer aquilo que fizeram os franceses. Ou seja, a discriminar, segundo a apreciação do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e do juiz português que o integra.
Uma acusação que as associações de defesa dos direitos dos homossexuais não têm dúvida em fazer. E que reiteram face à afirmação, feita por Moniz, de que o decreto regulamentar sobre as famílias de acolhimento publicado na passada semana exclui os unidos de facto do mesmo sexo, apesar de o texto legal ser omisso quanto a essa exclusão.|
Comunicado da Associação Ilga Portugal de 18 de Janeiro de 2008
Texto integral do Decreto-Lei n.º 11/2008 de 17 de Janeiro
Publicado por samartaime às 05:52 PM | Comentários (0)
janeiro 19, 2008
APOIO À CAMPANHA PELO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA - PATRIMÓNIO DA MÃE E DA CRIANÇA
Publicado por samartaime às 10:18 PM | Comentários (0)
« e pur... se muove! » (*)
O sr. Presidente da República atreveu-se a aludir discreta e sensatamente às discrepâncias salariais portuguesas e logo se levantaram os usuais prós e contras em gastos de tinta, papel e teleopiniões.
Os pensadores mais informados e ousados lembraram, até, o mérito e demérito implícitos na prosaica «retribuição salarial»: que, num País de rústicos, obviamente a genialidade paga-se por assalto à mão armada de lei.
Não apreciando muito a conversa, os rústicos assobiaram para o lado e foram à vidinha, esperando do sr. Presidente que os represente numa viva prática e meta os génios e afins na ordem: a usual delegação de poderes e fé na esperança de milagre, próprios dos brandos costumes.
Estavamos todos neste remanso quando o sr. Governador do Banco de Portugal nos vem esclarecer da possivel existência de presumíveis factos paralelos para já inomináveis que, a querer uma colagem mínima à verdade pressentida, nos leva a ter de acrescentar à «retribuição salarial» dos génios também os assaltos à mão desarmada de lei.
Ora, a ser como se diz nas tvês e jornais, «os trabalhadores», neste particular os bancários portugueses, têm um altíssimo índice de produtividade, capaz mesmo de envergonhar muito sheik das arábias! Esperemos agora que isto «da banca» não acabe com eles, os bancários, a serem multados por excesso de zelo posto na produção dos banqueiros.
Infelizmente, quem diz da «produção» dos banqueiros, diz da de industriais, de comerciantes, da administração pública, etc., - que esses sim, se tiverem unhas, definem, traçam e decidem estratégias e rumos da produtividade - não «os trabalhadores». Que «os trabalhadores», por aqui, continuam a não ser muito mais do que um ocasional bom ou mau recrutamento de hipotéticos departamentos ou secções de «recursos humanos», consoante o porte. E tudo isso muito ao sabor do apetite voraz e bilateral do sr.Cunha.
Mas desta vez ninguém falou de produtividade.
Nem da falta de formação e da insufîciência das escolas.
Nem do incomensurável peso da justiça.
Nem de chicos-espertos.
Que o «respeito» ainda é como era.
Mas o futuro é que já não é como era: desiludam-se.
(*) «Contudo, ela move-se!», Galileu.
Publicado por samartaime às 05:59 PM | Comentários (0)
janeiro 18, 2008
OXALÁ !...

Será hoje?... Oxalá!
Beijos à Nina, à Lu e à Maria!
Publicado por samartaime às 10:45 PM | Comentários (0)
janeiro 15, 2008
Moçambique - Música
«tradicionais»
«Utemdene», Conjunto Ndzumbe de Bairro Inhagoia
«Essifa Zonhipiti», Grupo Beira Mar
«Chihire», Grupo Nyanga de Moixange
alguns «clássicos» e alguns modernos
Ghorwane
Ghorwane
«Majurugenta», Ghorwane
Anita
Anita Macuacua, «Zhulane»
Anita Macuacua, «Wansati»
Avelino Mondlane, «nakurandza»
Dimas
Dimas, «Txotxoloza»
Eyuphuro
Eyuphuro, «ethuila exeni»
Djaaka
djaaka, «tambalale»
Kapadech
Kapadech, 02track 2
Kapadech, 01track 1
Kakana Banda
Kakana, 03track3demo
Mabulu
Mabulu, «Maria Rosa» (no Festival de Jazz de Montreux, 2005)
Há muito mais para ouvir e conhecer!
Para os mais interessados, deixo o principal da informação coligida:
Publicado por samartaime às 01:32 PM | Comentários (0)
janeiro 09, 2008
Centenário do nascimento de Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir (9:JAN:1908 - 14:ABR:1986)
«On ne naît pas femme, on le devient. »

Simone de Beauvoir- 50º aniversário de «Le Deuxième Sexe »
Simone de Beauvoir in «The Internet Encyclopedia of Philosophy»
Publicado por samartaime às 06:41 PM | Comentários (0)
janeiro 03, 2008
Tudo como dantes: quartel general em Abrantes - que tem boa palha!
Por entre as espirais de fumo inóquo do fogo de artifício do ano novo, entrou em vigor o novo Acordo Ortográfico - apesar da cândida moratória de dez anos.
Registei ainda que os portugueses retomaram velhos costumes de bufaria e se apressaram a denunciar o chefe da ASAE afoitamente entregue ao vício da cigarrilha.
Continuo a aguardar pela proibição da morte, já que é ela a principal responsavel pelo genocídio da vida.
Publicado por samartaime às 05:18 PM | Comentários (0)

