« AMINA ALAOUI | Entrada | TU CÁ TU LÁ COM A CRISE »

novembro 18, 2006

MADELEINE PEYROUX

HOJE À NOITE
NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

Madeleine Peyroux 4.jpgNo More


Madeleine Peyroux 12.jpgMuddy Water


Madeleine Peyroux 9.jpgWeary Blues


Madeleine Peyroux 14.jpgBetween The Bars

Madeleine Peyroux 6.jpgLovesick Blues


Madeleine Peyroux 17.jpgSit Right Down

Madeleine Peyroux 11.jpgWas I ?

(files retirados)

MADELEINE PEYROUX [pronounced like the country Peru] was born in Athens, Georgia, she grew up between Brooklyn, Southern California and Paris, though it was in the City of Light where she found her voice. As a teen she was drawn to street music, and in 1989 she started to perform with a group of buskers. She then joined the Lost Wandering Blues & Jazz Band, becoming the only female in the group, which toured around Europe for several years.

Madeleine burst onto the recording scene in 1996, with her stunning debut album Dreamland. Madeleine was greeted with a veritable torrent of gushing reviews. Most raved about her smoke-and-whiskey vocals, often comparing her to the late, great Billie Holiday. Others wondered how someone so young could perform classic songs by Holiday, Bessie Smith and Patsy Cline so convincingly as to make them sound like her own. Time magazine pronounced the groundbreaking Dreamland “the most exciting, involving vocal performance by a new singer this year.”

Madeleine, then an American who had been living in Paris as a street musician, suddenly found herself on the fast track to fame. Appearances at Lilith Fair and jazz festivals, and opening tours for Sarah McLachlan and Cesaria Evora followed, while Dreamland’s sales reached an impressive 200,000 copies worldwide. “It was great,” recalls Madeleine. “I got to perform with fantastic musicians. I got to see Nina Simone live. I could’ve kept running with it, but instead I stepped back and took a breather.”

Madeleine spent much of her recent past out of the public eye. But she never stopped singing, returning to her busking roots with street performances and club dates around the world from Los Angeles (to New Orleans to New York City) to Western Europe before being signed by Rounder Records in 2003.

Careless Love on Rounder Records is scheduled to be released in Sept. 2004, eight years since the release of Dreamland. Waiting that long to release her sophomore album is admittedly not a typical career move, but then Madeleine is not a typical artist. Careless Love, produced by Larry Klein (Joni Mitchell, Shawn Colvin), will feature songs as old as W. C. Handy’s bluesy title track, popularized by Bessie Smith in the late 1920s, and others as recent as Elliott Smith’s folky “Between the Bars.” Madeleine also covers material as diverse as Hank Williams’ “Weary Blues” and Leonard Cohen’s “Dance Me to the End of Love.”

Escrito aqui


Présentée comme la fille spirituelle de Billie Holyday, MADELEINE PEYROUX est aussi célèbres pour ses frasques que l’ex-diva du jazz. Repérée assez tardivement, à l’âge de 22 ans, elle parvient à se construire une réputation d’auteure-interprète hors-pair en courant d’abord les spectacles de rues à New-York et Paris puis les festivals de jazz. En 1996, elle enregistre son premier album, «Dreamland», avant d’assurer les premières parties de Sarah McLachlan et de Cesaria Evora.

Après 200 000 exemplaires vendus, la belle acadienne (de par son père) s’évanouit dans la nature. On la retrouve en 2004 avec deux nouveaux albums dans ses bagages : «Got You On My Mind» et «Careless Love». L’un est un projet de jazz band mis sur pied avec son compagnon de l’époque William Galison (créateur du thème musical de la série «1, rue Sésame»), l’autre, une compilation de reprises jazzy des standards de Leonard Cohen, Bob Dylan ou encore Elliott Smith.

Mais durant l’été 2005, Peyroux disparaît encore une fois. Sa maison de disques Universal lance dès lors un détective privé à sa poursuite. Un épisode insolite qui la fait encore sourire aujourd’hui : en effet, elle n’avait pas pris la fuite mais des vacances chez son manager à New York. Capricieuse, l’artiste attaque Galison quelques temps plus tard, se sentant lésée sur les droits de «Got You On My Mind». Elle prétend que celui-ci aurait vendu les titres de l’album sans son accord (elle souhaitait les conserver comme des démos) et même qu’il l’aurait abusée sexuellement. L’affaire est toujours en cours…

Lido aqui

Madeleine Peyroux ao vivo em Curitiba
por Jonas Lopes

Madeleine Peyroux subiu ao palco do Estação Embratel Convention Center, em Curitiba, sem muito alarde: "Essa música se chama Dance Me To The End Of Love", e deu início ao show. Mas, depois, surpreendeu quem esperava uma cantora temperamental, dada a confusões como se esconder da gravadora para não dar entrevistas.

Ela foi muito simpática sim; conversou com a platéia, brincou, disse que o público estava quieto demais. Houve até o momento indefectível para todo gringo "extrovertido" que vem ao país: a tentativa de falar português, com ajuda do pianista da banda, pelo visto um craque na língua de Camões.

Madeleine tocou com um quarteto - piano, baixo, bateria e um bem-vindo violino, ausente no disco. A cantora não se preocupou em inovar no repertório. Tocou todas as faixas de Careless Love, poucas de Dreamland (como a bluesy Walkin' After Midnight) e resgatou os standards Destination Moon, famosa na voz de Nat "King" Cole, e I Hear Music, celebrizado por Billie Holiday. O timbre de Peyroux lembra muito o de Lady Day.

À versão de cabaré alemão para Dance Me To The End Of Love, de Leonard Cohen, em arranjo semelhante ao de Careless Love, seguiram-se Don't Cry Baby, a excelente composição própria Don't Wait Too Long (composta depois de uma eleição presidencial; "I'll tell you a joke", disse ela: "George Bush"), a obra-prima de Bob Dylan You're Gonna Make Me Lonesome When You Go e J'Ai Deux Amours, em francês. Do genial Hank Williams Madeleine tocou Weary Blues From Waitin'.

Antes de Between The Bars, de Elliott Smith, explicou: "This is a song about alcohol. A love song about alcohol" (e alguém na platéia gritou "Elliott"). A delicada This Is Heaven To Me encerrou o set, antes do bis. O principal diferencial do palco para o estúdio foi a liberdade que Peyroux deu ao resto de sua banda para improvisar, especialmente o piano (o acústico e também o Wurlitzer) e violino. Os solos de baixo, que costumam ser ame-ou-odeie, estavam muito bons (estou no grupo dos que gostam). Os de bateria são sempre difíceis de gostar, mas pelo menos só tivemos um.

Madeleine confirmou no palco que é a melhor cantora de sua geração. Ela tem duas grandes vantagens em relação às suas concorrentes, Diana Krall e Norah Jones (considerando Cassandra Wilson mais antiga que elas), que também vieram para o Brasil de um ano para cá: a primeira, boba, é verdade, é que não possui tanto apelo visual quanto as duas - seus méritos concentram-se só na música, embora as outras duas também sejam talentosas. E a segunda, essa sim importante, é a qualidade que tem de transcender o jazz. Sua música abrange elementos de country, folk e blues dos anos vinte - influência da grande Bessie Smith. O violino só acentuou o tom country das canções.

O som do Estação Embratel Convention Center, localizado dentro de um shopping center, surpreendeu pela excelente qualidade. A reclamação fica para a platéia, detestável como em vários shows de jazz. Senhores e senhoras estavam vestidos como se fossem a um enterro - pelo menos com cara de quem está vendo um defunto -, só apatia e indiferença (se até Madeleine notou). Amigos da organização, os "vips", esses sempre comparecem.

No fundo ficariam os fãs. Digo ficariam porque, como pouca gente foi ao show, a produção liberou as primeiras filas para quem estava atrás, e assim suavizar a impressão de que o evento fora um fracasso. Uma espécie de compensação moral, involuntária e inconsciente para com os fãs verdadeiros.

Contado aqui , muito à la portugaise.


POIS É MESMO ESTA MADELEINE, AO VIVO E A CORES, QUE CANTA ESTA NOITE NO FATÍDICO CENTRO CULTURAL DE BELÉM.

Beijos meigos e bom fim de semana !

Publicado por samartaime às novembro 18, 2006 04:38 AM

Comentários

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)