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maio 22, 2007
Conversas aluadas
O código de Hamura-ki proibe a circulação da arte.
Coisa de juizes, diz-se. Mas não. Os juízes são seres que não existem sequer na justiça - pese embora a São Tomás. Porque na justiça o que realmente existe é a Senhora Dona Lei. Os juízes não são mais do que o aparelho nos dentes tortos da sociedade.
O ministério da educação também não foi. Um ministério da educação é, por definição, o ministério de amestrar. Ora a arte é a capacidade exorbitante de cada um para se desamestrar - donde, um ministério da educação está sempre impavidamente a montante ou a juzante do entendimento. Também não foi ele!
Um ministério da cultura é um imenso obituário em work-shop de almas penadas. E agora que se sabe que o belo e o execrável não são mais que uns míseros e ínfimos pontinhos ocasionalmente excitáveis dentro da nossa cabeça, facilmente se entende que as almas penadas estão fora do circuito quanto mais o obituário!
A critica da arte, por sua vez, é um modo de ganhar dinheiro tal e qual como vender batatas ou rins de porco!Portanto, a essa o que lhe interessa é a circulação da mercadoria - também não foi ela!
Da arte, em si mesma, só existe o que sobrou. E de quem são as sobras?
Quem dá mais, quem é?
O Hamura-ki, só pode!
Por isso o código tem o nome dele!!!
Simplex!
Pastemos irmãs e irmãos!
Guy Debord - La Refutation PART 1/3 (sub ITA)
(Obrigada Cesar!
Publicado por samartaime às maio 22, 2007 10:46 PM