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agosto 28, 2007
Alguém aí, infeliz como eu
teve a infelicidade de ouvir a infeliz entrevista do infeliz Mario Crespo na noite infeliz de um ontem infeliz, ao Gualter Baptista?
Valha-me o inefável santo ambrósio mais a imarcescível corte celestial !
Mário Crespo, no tempo em que era mau, abalou para as Américas talvez em busca do seu sonho americano.
Voltou uns anitos depois e angariou algum prestígio:
não dizia saine dai
não rosnava faits daivers
não confundia passamos com passámos
usava uma estilística pachola que se parecia com a dos bivalves: não era peixe nem carne,
e as suas gravatas eram mais um adereço crespo na branda paisagem: não chegavam para agredir alguém.
Ontem o homem perdeu-se por atacado!
Ontem o homem sonhou com a propriedade privada, empesadelou-se com o bem público, embebeu-se nas dúvidas da ciência, insurgiu-se com pontapeamentos costais e zás catrapaz, ei-lo todo esparrameirado na mazurca da ciência, na valsa dos trangénicos e no cotilhão da cultura elementar para gáudio de uns e pasmação de outros.
Não devia ser permitido pôr no ar acidentes destes: a confusão e o etecetera e tal são tão longos, tão vastos, tão fundos tão tão tão que até tenho dificuldade em cognominá-los com alguma justeza no meu artesanal português ladino de ocasião.
Valha-me o inefável santo ambrósio mais a sua imarcescível corte celestial que este baile de roda não tem mais fim !
Publicado por samartaime às agosto 28, 2007 07:13 PM