« | Entrada | 25 de Abril sempre! »

abril 24, 2009

Alvaro Salazar: «FUGIT irreparabile tempus»(*)



Álvaro Salazar.jpg Alvaro Salazar e Sofia Lourenço


FUGIT Irreparabile tempus.jpg


Verso de capa -Fugit.jpg


Grupo De Câmara da Oficina Musical.jpg

Grupo da Oficina Musical:
Pedro Couto Soares - flauta
Carlos Alves - clarinete
Abel Pereira - trompa
Radu Ungareanu - violino
Jed Barahal - violocelo
Sofia Lourenço - piano e celesta
Jaime Mota - piano
Francisco Monteiro - piano
Nuno Aroso - percussão
Pedro Oliveira - percussão
Abel Salazar - maestro

Músicos convidados:
Roberto Erculiani - fagote
Sérgio Charrinho - trompete
Alexandre Vilela - trombone
Mário Teixeira - percussão
Manuel Campos - percussão

Siete apuntes para un meccano (1995) para piano (Sofia Lourenço)
[excerto de «A Vida é Sonho» de Calderón de la Barca, dito por Sofia Lourenço. Alusão do compositor ao teatro musical, incluindo entoações e assobios por parte da pianista e escritos na partitura.]


Compositor, maestro, professor e crítico musical, Álvaro Salazar nasceu no Porto (1938), onde iniciou os estudos musicais que prosseguiu no Conservatório Nacional de Lisboa. Em 1962, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa (curso jurídico de 1957/1962), ingressando mais tarde na carreira diplomática que veio a abandonar em 1972. Desde então, dedica-se exclusivamente à música.

Foi professor de Composição (ATC) e de Música de Conjunto (Séc. XX) na Escola de Música do Conservatório Nacional e leccionou nas Escolas Superiores de Música do Porto e de Lisboa as disciplinas de Introdução à Música Electroacústica, História de Música do Séc. XX e Estética. Teve como mestres, no estrangeiro, Gilbert Amy (Análise) e Hans Swarowsky e Pierre Dervaux (Direcção de Orquestra) e, na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou em Paris o Estágio de Música Electroacústica do GRM.

Nas provas finais do curso de direcção na École Normale de Paris foi-lhe concedida, por unanimidade, a mais alta classificação. Em 1978, fundou a Oficina Musical, grupo dedicado ao estudo e divulgação da música do séc. XX, do qual é director artístico.

Como chefe de orquestra, actuou à frente das principais orquestras portuguesas e ainda em Espanha, Colômbia, França, Alemanha e Itália. Devem-se-lhe primeiras audições mundiais e portuguesas de autores tão significativos como Janácek, Ives, Webern, Villa-Lobos, Varèse, Eisler, Dessau, Kurt Weill, Feldman, Ligeti, Georgescu, Láng, Finnissy, Acilú, Barce, Olavide, Marco, etc.

Tem participado, como compositor e membro de júri em concursos de composição , e como conferencista em vários cursos e festivais internacionais (Brasil, Chile, Colômbia, Alemanha, Espanha, Itália e Polónia). Esteve também presente, como crítico convidado, nos festivais de Royan, Berlim Leste e Varsóvia.

Colaborador habitual dos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, desempenhou as funções de maestro titular do Grupo de Câmara do Festival do Estoril desde 1979 até 1985.

Pelos serviços prestados à cultura musical foi agraciado com a Medalha de Mérito (ouro) da Câmara Municipal do Porto. É actualmente Presidente do Conselho Português da Música e membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre as suas principais obras contam-se as peças de câmara Palimpsestos, Ludi Officinales, Périplos, Quadrivium, Intermezzi e Taleae, e as partituras para orquestra Glosa e Fanfarra Sobre uma Fantasia de António Carreira e Tropos I.


Informação integral, aqui

(*)Virgílio, Georgicas, Livro III, 284.



Publicado por samartaime às abril 24, 2009 12:10 AM

Comentários

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)