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outubro 06, 2009
Amália
Camões, Amália, Oulman
Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
Que mor não seja a dor que me deixou
o tempo, de meu bem desenganado.
Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
Triste quero viver, poi se mudou
em tisteza a alegria do passado.
Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão duro
que lastima ao pé que a sofre e sente.
De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.
Luís de Camões
Publicado por samartaime às outubro 6, 2009 03:23 PM
Comentários
é dos poucos fados k eu consigo gostar.
Publicado por: candida às outubro 13, 2009 04:52 PM